quarta-feira, 18 de agosto de 2010

ARTE E BELEZA....UM POUCO DOS CLÁSSICOS..A INVERSÃO

oiii

Uma Música - Eu sei.....papas na língua

A arte de sorrir cada vez que mundo diz não.........

Meu Deus...o poder de me reinventar é fantástico, fico feliz cada vez que ressurjo, pois me sinto mais forte, mais novo, mais interessante. Por mais que a vida apresente adversidades é delas que tiro as minhas forças...não vim ao mundo a passeio, to aqui por que mereço, pq o mundo me merece....e aqueles que levantam obstáculos eu agradeço, pois certamente é deles que me torno o que sou....um homem forte e digno, de sentimentos nobres, não voluptuoso....sinto pena daqueles que perdem na vida o tempo de amar....que não sabem sentir......eu sei....e isso é o que me torna diferente....para encerrar .....um texto de Anais Nin.....
O ímpeto de crescer e viver intensamente,
foi tão forte em mim, que não consegui resistir a ele.
Enfrentei meus sentimentos.
A vida não é racional!
É louca e cheia de mágoa.
Mas não quero viver comigo mesma.
Quero paixão, prazer, barulho, bebedeira, e todo o mal.
Quero ouvir música rouca, ver rostos, roçar em corpos,
beber um Benedictine ardente.
Quero conhecer pessoas perversas, ser íntima delas.
Quero morder a vida, e ser despedaçada por ela.
Eu estava esperando.
Esta é a hora da expansão, do viver verdadeiro.
Todo o resto foi uma preparação.
A verdade é que sou inconstante,
com estímulos sensuais em muitas direções.
Fiquei docemente adormecida por alguns séculos,
e entrei em erupção sem avisar. 

sábado, 14 de agosto de 2010

NON JE NE REGRETTE RIEN......COMEÇO LA VIE EN ROSE.......

COMEÇO ESSA ESCRITA DIZENDO QUE TUDO QUE TERMINA E DEIXA MARCAS É BOM, POIS SE VIVEU...O TRISTE DE ACABAR SÃO AS ASPIRAÇÕES E SONHOS QUE SE DESFAZEM COMO PEQUENAS PARTÍCULAS AO VENTO...ESCREVI O TÍTULO DE HOJE COM DUAS LETRAS DE HINOS IMORTALIZADOS POR PIAF...UM QUE NARRA O NÃO LAMENTAR-SE DE NADA E OUTRO QUE NARRA UM RENASCER...UMA NOVA VIDA...E PORQUE? PORQUE SE ALGUMAS COISAS FINITAM-SE OUTRAS NASCEM...E COMO É BOM ACHAR PERDIDO NO MEIO DA FLORESTA DA VIDA UM VALENTE LÊMURE OU SERIA UM COALA? HEHEHHE E COALAS E LÊMURES SÃO VALENTES? SIM SÃO...DESPERTAM CURIOSIDADE, ESTIMULAM CARINHO, SÃO POESIAS SIMPLES DEMAIS, MAS COM UM SABOR QUE FICA PARA ALÉM DO QUE SE IMAGINA....PARA FINALIZAR DEIXO O VÍDEO DE LA VIE EN ROSE.....

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

PARA SE MATAR UM GRANDE AMOR

Jamil Snege*



Muito se louvou a arte do encontro, mas poucos louvaram a arte do adeus. No entanto, não há gesto tão profundamente humano quanto uma despedida. É aquele momento em que renunciamos não apenas à pessoa amada, mas a nós mesmos, ao mundo, ao universo inteiro. O amor relativiza; a renúncia absolutiza. E não há sentimento mais absoluto do que a solidão em que somos lançados após o derradeiro abraço, o último e desesperado entrelaçar de mãos.

Arrisco mesmo a dizer: só os amores verdadeiros se acabam. Os que sobrevivem, incrustados no hábito de se amar, podem durar uma vida inteira e podem até ser chamados de amor mas nunca foram ou serão um amor verdadeiro. Falta-lhes exatamente o Dom da finitude, abrupta e intempestiva. Qualidade só encontrável nos amores que infundem medo e temor de destruição. Não se vive o amor; sofre-se o amor. Sofre-se a ansiedade de não poder retê-lo, porque nossas cordas afetivas são muito frágeis para mantê-lo retido e domesticado como um animal de estimação. Ele é xucro e bravio e nos despedaça a cada embate e por fim se extingue e nos extingue com ele. Aponta numa única direção: o rompimento. Pois só conseguiremos suportá-lo se ocultarmos de nossos sentidos o objeto dessa desvairada paixão.

Mas não se pense que esse é um gesto de covardia. O grande amor exige isso. O rompimento é sua parte complementar. Uma maneira astuciosa de suspender a tragédia, ditada pelo instinto de sobrevivência de cada um dos amantes. Morrer um pouco para se continuar vivendo. E poder usufruir daquele momento mágico, embebido de ternura, em que a voz falseia, as mãos se abandonam e cada qual vê o outro se afastar como se através de uma cortina líquida ou de um vitral embaçado.

Há todo um imaginário sobre os adeuses e as separações, construído pela literatura e pelo cinema. O cenário pode ser uma estação de trem, um aeroporto (remember Casablanca), um entroncamento rodoviário. Pode ser uma praça ou uma praia deserta. Falésias ou ruínas de uma cidade perdida. Pode estar garoando ou nevando, mas vento é imprescindível. As nuvens devem revolutear no horizonte, como a sugerir a volubilidade do destino. Os cabelos da amada, longos e escuros, fustigam de leve seus lábios entreabertos. Há sutis crispações, um discreto arfar de seios. E os olhos, ah!, os olhos... A visão é o último e o mais frágil dos sentidos que ainda nos une ao que acabamos de perder.

Uma grande dor, uma solidão cósmica, um imenso sentimento de desterro. Que se curam algum tempo depois com um amor vulgar, desses feitos para durar uma vida inteira...



Jamil Snege nasceu em Curitiba, em 1939. Graduou-se em Sociologia e Política pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Escritor e publicitário, dividia seu tempo entre os livros e sua agência publicitária. Publicou crônicas, quinzenalmente, no jornal Gazeta do Povo. Seus principais livros são “O jardim, a tempestade” (minicontos, 1989), “Como eu se fiz por si mesmo” (memórias, 1994) e “Os verões da grande leitoa branca” (contos, 2000). Morreu em Curitiba, em 2003.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

FILOAOFANDO À TOA - O AMOR PARA SÓCRATES

Onde se procura a descoberta das raizes...


O amor de Sócrates…


Sócrates era “feio”… pelos cânones de estilo e beleza atribuídos a aquilo que se vê desde fora…

Sócrates não era “poderoso”… pelos cânones de poder e riqueza que se interpretam desde fora…

Sócrates era Mestre – pelos cânones que se interpretam por aquilo que desenvolveu nos seus discípulos (como Platão).

Sócrates seduzia as mentes jovens e – utilizando Eros no seu auge – depositava uma semente de luz no interior dos jovens, uma luz tal que nenhuma regra ou parede social podia ocluir…

Sócrates foi condenado pelos Tiranos – os anciãos – da metrópole.

O poder do amor dito “platónico” – não consumado na carne mas sim orientado para libertar os Homens da sua Nêmesis: o Medo – foi tão forte que uma revolução do coração estava prestes a estilhaçar o poder e aparência desde o seu âmago… o próprio coração dos Homens que se expuseram à escravidão…

Sócrates poderia ter salvo a sua vida… se arredasse pé do seu caminho, se o seu Eidolon submetesse o seu Daemon. Se tivesse sacrificado o seu “eu superior” pelo medo do seu “eu inferior”…

Sócrates – usando de alguma ironia - ofereceu como preço “justo” da caução que os Tiranos lhe propunham, trinta minas (moedas de prata)…
Um preço risível e que denotava o quanto o Mestre estava decidido a não abdicar do seu caminho e da sua entrega à verdade que habita o coração dos Homens – essa verdade que propôs as leis de convivência entre os homens e que os homens tantas vezes tendem a explorar em benefício próprio…

Sócrates teria sentido verdadeira admiração por um outro Mestre – “nascido” 400 anos após a sua morte.
Este mestre – vendido por trinta moedas de prata pelo Judas (que não o Judas Tomé Didumo, gémeo do Mestre) – pregou a boa nova do coração.

Seduziu com a sua mensagem libertadora todos aqueles que eram oprimidos pela ditadura das regras que matam a alma – desde dentro e desde fora…
“O Sábado foi feito para o Homem e não o Homem para o Sábado”…

Pregou o amor como medida das coisas e dos homens…

Foi condenado pelos poderes religioso e político por ter ousado amar para além daquilo que as normas de decência, moral e bons costumes advocavam…

Reformulou a lei transformando-a num mandamento novo… que amássemos…

Nestes tempos de leis e legisladores, seria talvez importante relembrar o espírito da lei em simultâneo à sua letra…
Talvez seja hora também de revermos o "amor" a medida em que aplicamos a ele a égide da felicidade, mas somos infelizes quando não amamos? 
Enfim, quem é aquele que merece nosso amor? o conhecemos de fato?
pensemos...pensemos....

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Mais algumas coisa a te dizer.....



Sim apenas resolvi escrever pela voz de cazuza algumas palavras.....

domingo, 1 de agosto de 2010

En spañol......unas palavras de Benedetti para usted....

Te quiero




Tus manos son mi caricia
mis acordes cotidianos
te quiero porque tus manos
trabajan por la justicia

si te quiero es porque sos
mi amor mi cómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho más que dos

tus ojos son mi conjuro
contra la mala jornada
te quiero por tu mirada
que mira y siembra futuro

tu boca que es tuya y mía
tu boca no se equivoca
te quiero porque tu boca
sabe gritar rebeldía

si te quiero es porque sos
mi amor mi cómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho más que dos

y por tu rostro sincero
y tu paso vagabundo
y tu llanto por el mundo
porque sos pueblo te quiero

y porque amor no es aureola
ni cándida moraleja
y porque somos pareja
que sabe que no está sola

te quiero en mi paraíso
es decir que en mi país
la gente viva feliz
aunque no tenga permiso

si te quiero es porque sos
mi amor mi cómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho más que dos.